Dr. Paulo Henrique Médico Cardiologista
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Cardiologia clínica de consultório, com o exame feito aqui dentro.

Seis situações que trazem alguém a um cardiologista de bairro. Todas elas começam do mesmo jeito: queixa, exame físico e, quando há indicação, eletrocardiograma avaliado na mesma consulta.

Dr. Paulo Henrique de Almeida Soares · Médico Cardiologista · CRM 55838 SP

Nenhum desses atendimentos é feito no automático, e nenhum deles termina sem que você entenda o que foi encontrado. Se o seu caso pedir um exame ou um especialista que não são daqui, você sai com o encaminhamento e com a explicação do porquê.

01

Consulta cardiológica

É a consulta de quem tem uma queixa e quer saber se ela vem do coração: dor ou aperto no peito, palpitação, falta de ar aos esforços, tontura, cansaço que apareceu do nada, inchaço nas pernas no fim do dia.

A consulta começa pela história inteira: quando começou, em que situação aparece, o que melhora e o que piora, o que você já tomou por conta e o que outro médico já disse. Depois vem o exame físico, com pressão aferida com calma, ausculta do coração e dos pulmões, pulsos e pernas.

No fim, você sabe o que foi encontrado, o que aquilo significa e o que fazer com essa informação. Boa parte das queixas que chegam como problema de coração não são do coração, e descobrir isso também é resultado da consulta.

02

Avaliação pré-operatória

É a consulta que o cirurgião ou o anestesista pede antes de um procedimento. Ela responde uma pergunta objetiva: esse coração aguenta a cirurgia e a anestesia que estão programadas?

Aqui ela é resolvida em uma consulta só. Exame físico completo, aferição de pressão, avaliação do ritmo cardíaco, revisão dos remédios em uso (alguns precisam ser ajustados ou suspensos antes) e eletrocardiograma feito no consultório e avaliado na hora.

Você sai com o relatório na mão para entregar a quem pediu, com o risco cirúrgico estimado e a conduta escrita. Se alguma coisa precisar ser corrigida antes da data marcada, isso é dito na consulta, e não em cima da hora.

Traga o pedido do cirurgião, a lista dos seus remédios e os exames que tiver em casa. É o que permite fechar a avaliação sem precisar de uma segunda ida.

03

Eletrocardiograma no consultório

O eletrocardiograma registra a atividade elétrica do coração. É um exame rápido, indolor, feito deitado, com adesivos no peito, nos braços e nas pernas. Em poucos minutos ele mostra o ritmo, a frequência e sinais de sobrecarga ou de alterações que o exame físico sozinho não mostra.

Aqui ele é feito e avaliado na mesma consulta, quando há indicação. Você não sai com um pedido para marcar em outro endereço, esperar semanas e voltar com um papel que ainda vai precisar de uma nova consulta para ser lido.

O traçado é explicado para você. Aquele desenho no papel milimetrado diz alguma coisa sobre o seu coração, e você tem o direito de sair sabendo o quê.

Parede de madeira da sala de atendimento, com quadro, monitor do aparelho de imagem e a maca branca junto à janela
Cena ilustrativa de atendimento clínico. O exame físico abre toda consulta, antes de qualquer exame de aparelho.
04

Aferição e controle da pressão

Pressão alta quase nunca dói, e é justamente por isso que ela é perigosa. Muita gente descobre por acaso, numa medida de rotina na farmácia, e nunca mais confere.

Uma medida isolada não fecha diagnóstico. Pressão se avalia com técnica, com o manguito do tamanho certo, com você sentado e em repouso, comparando os braços quando é o caso, e cruzando com as medidas que você fez em casa.

Quem já toma remédio para pressão também precisa reavaliar. Dose que funcionava há cinco anos pode estar sobrando ou faltando hoje, e renovar receita sem medir é o jeito mais comum de tratar mal uma coisa que tem tratamento simples.

05

Check-up do coração depois dos 40

Depois dos 40, a avaliação cardiológica deixa de ser reação a um sintoma e passa a ser rotina. Antes disso também vale, se houver histórico de infarto, AVC ou morte súbita na família, pressão alta, diabetes, colesterol alterado, tabagismo ou sobrepeso.

A avaliação estima o seu risco cardiovascular, que é a chance de você ter um evento cardíaco nos próximos anos. Esse número não é adivinhação: ele sai da sua pressão, do seu colesterol, da sua idade, do histórico da família e dos seus hábitos.

O que se faz com ele é a parte útil. Risco baixo significa acompanhamento espaçado e tranquilidade. Risco alto significa começar a mexer em coisa que ainda dá para mexer, muito antes de virar emergência.

06

Acompanhamento de quem já trata o coração

Quem tem hipertensão, arritmia, insuficiência cardíaca, colesterol alterado ou já passou por um evento cardíaco não precisa de uma consulta única: precisa de alguém acompanhando ao longo do tempo.

Nos retornos a gente confere a pressão, revisa a medicação, olha o que mudou na sua rotina e ajusta o que precisa ser ajustado. É nesse acompanhamento que se percebe a dose que virou excessiva, o remédio que passou a dar efeito colateral e a queixa nova que ainda está pequena.

Ter o mesmo médico acompanhando ajuda mais do que parece. Quem já viu o seu exame do ano passado percebe rápido quando alguma coisa saiu do lugar.

Traçado de eletrocardiograma impresso sobre a mesa, ao lado do estetoscópio, do manguito de pressão e de um modelo anatômico do coração
Cena ilustrativa. O eletrocardiograma é feito no consultório e avaliado na mesma consulta, quando há indicação.

E o que mais

Outras situações que também são avaliadas na consulta.

A lista acima cobre o que mais aparece, e não o que é possível. Se a sua queixa envolve o coração ou a circulação, ela cabe na consulta.

Sopro no coração

Achado comum em exame de rotina, muitas vezes sem nenhuma importância clínica. A consulta serve para separar o sopro que não significa nada daquele que pede investigação.

Palpitação e batimento irregular

Sensação de coração disparado, de falha na batida ou de descompasso. O eletrocardiograma feito na consulta ajuda a caracterizar o ritmo, e a história diz em que situação aquilo aparece.

Colesterol e risco cardiovascular

Interpretação dos seus exames de sangue dentro do seu contexto, e não só do que está fora da faixa de referência. Nem todo colesterol alterado tem o mesmo peso na mesma pessoa.

Inchaço nas pernas e cansaço aos esforços

Queixas que podem vir do coração, da circulação venosa, dos rins ou de nenhuma dessas coisas. A avaliação serve exatamente para descobrir de onde vêm antes de tratar.

Liberação para atividade física

Avaliação de quem vai começar ou retomar exercício e quer saber se pode. Em alguns casos a liberação exige exames que não são feitos aqui, e nesse caso você sai com o encaminhamento e a explicação.

Segunda opinião

Trazer um diagnóstico ou uma prescrição de outro profissional para revisão é legítimo e não ofende ninguém. Nesses casos, traga todos os exames e a lista completa dos remédios.

Alguns exames de cardiologia não são feitos em consultório, como ecocardiograma, teste ergométrico, Holter e cateterismo. Quando o seu caso pedir um deles, você sai da consulta com o pedido e sabendo o que aquele exame vai procurar.

Sala de exame do consultório com maca branca, aparelho de imagem com monitor e a claridade da janela ao lado
Cena ilustrativa do ambiente. Todo o atendimento acontece na mesma sala: consulta, exame físico e eletrocardiograma.

Nada disso vale para dor no peito agora

Dor ou aperto no peito que não passa, dor que corre para o braço, o pescoço ou a mandíbula, falta de ar repentina, suor frio ou desmaio não são caso de marcar consulta. Ligue 192 (SAMU) ou vá ao pronto-socorro mais próximo. O atendimento aqui é de consultório, com hora marcada, de segunda a sexta das 7h às 15h.

Achou o seu caso na lista? Então já dá para marcar.

E se não achou, marque assim mesmo. Enquadrar a sua queixa é trabalho da consulta, não seu.

Dr. Paulo Henrique de Almeida Soares · Médico Cardiologista · CRM 55838 SP · R. Manoel Pedro Junior, 323, Sala 51, Vila Bocaina, Mauá SP · Segunda a sexta, das 7h às 15h.

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