Aprendi o ofício na bancada, do jeito que ele se aprende: errando peça, refazendo peça e conferindo o que ficou diferente do que devia. É um trabalho de mão, de olho e de paciência, e não existe atalho que substitua a hora que a peça leva.
Monto protocolo sobre implante e prótese total em resina acrílica de alta estética. Faço as duas com frequência, e é por isso que consigo prometer padrão nelas. O que não passa pela minha bancada com regularidade eu prefiro não pegar.
Fotografo cada peça pronta em fundo preto antes de entregar, e é isso que está no Instagram. Não é vitrine: é a forma mais honesta de mostrar acabamento, porque o fundo escuro não perdoa polimento mal feito nem caracterização exagerada.
Trabalho com cirurgiões-dentistas que terceirizam o laboratório e recebo pacientes encaminhados por eles. Sobre diagnóstico e plano de tratamento, quem fala é o dentista. Sobre a peça, aí sim eu respondo por cada milímetro.