Presente
Cada sessão começa do zero: o que as minhas mãos sentem hoje pode ser diferente do que sentiram na sessão passada. Presto atenção ao que está na sua frente, não a um protocolo decorado.
Ednei Silva · Terapeuta especialista em terapia manual esportiva
Antes de qualquer clínica, existiu o interesse pelo próprio corpo em movimento: anos ajudando colegas de treino a lidar com dor muscular, contratura e aquela sensação de que alguma coisa está errada, mas o exame de rotina não mostra nada. Foi ali que percebi que minhas mãos entendiam o problema antes de qualquer palavra.
Isso mudou o jeito como eu trabalho. Quando alguém deita na maca e diz "não sei explicar, é uma dor que some e volta", eu não preciso de um protocolo pronto para começar. Preciso das mãos, de tempo e de atenção ao que o músculo e a fáscia estão contando naquele momento.
A terapia manual esportiva virou o centro do meu trabalho por um motivo simples: é a especialidade em que a ferramenta principal não é um aparelho, é a mão treinada para encontrar tensão, aderência muscular e ponto de dor antes que eles virem um problema maior. Atendo atleta amador e trabalhador sedentário do mesmo jeito, porque o corpo de quem treina demais e o corpo de quem se move de menos pedem a mesma coisa: alguém que preste atenção.
Prática
As minhas ferramentas são reais, e eu nomeio cada uma delas antes de aplicar.
Terapia manual, liberação miofascial, ventosaterapia e recovery com bota de compressão pneumática são as técnicas que uso, escolhidas conforme o quadro de cada pessoa, nunca no automático. Isso vem de atender, sessão após sessão, atleta amador e quem passa o dia sentado no trabalho.
Terapia manual não substitui diagnóstico médico nem fisioterapia prescrita. Quando o seu caso pede um médico ou um fisioterapeuta, eu digo isso com clareza na própria avaliação e te encaminho, mesmo que isso signifique você não voltar para uma sessão comigo.
Não publico número de pacientes atendidos, antes e depois ou qualquer prova social. Terapia manual trata pessoas, não estatística, e resultado de tratamento não é vitrine.
Abordagem
Uma avaliação de verdade não cabe em quinze minutos. Onde dói, desde quando, o que você já tentou, como é o seu treino ou a sua rotina de trabalho: tudo isso muda o protocolo da sessão, e levantar essa história tem hora certa para acabar, não um cronômetro.
Minhas mãos encontram tensão, aderência muscular e ponto de dor, não uma doença. Quando a avaliação mostra sinal de que o seu caso é de outro profissional, eu digo isso na hora e encaminho, em vez de insistir numa técnica que não é a resposta certa.
Terapia manual, liberação miofascial, ventosaterapia ou recovery com bota de compressão: a escolha depende do que a palpação encontra e do que você me conta, nunca de um pacote fechado vendido antes da avaliação.
Eu explico o que cada técnica faz, o que ela não faz, e por que estou sugerindo aquela em especial. Se você preferir outra abordagem, isso se discute, não se impõe.
Boa parte de quem passa pela minha maca já está ou deveria estar acompanhado por um médico ou por um fisioterapeuta. Quando é o caso, eu digo e ajudo a encaminhar. Meu compromisso é com a sua recuperação, não com a minha agenda.
Filosofia
Cada sessão começa do zero: o que as minhas mãos sentem hoje pode ser diferente do que sentiram na sessão passada. Presto atenção ao que está na sua frente, não a um protocolo decorado.
Terapia manual é coisa séria quando aplicada em quem treina pesado ou já está lesionado. Nada é feito no automático, nada é prometido, e se algo estiver fora do meu alcance, eu digo e encaminho.
Se você sai da sessão sem entender por que fiz o que fiz, eu falhei. Explicar a técnica antes de aplicar faz parte do atendimento, não é um favor.