Dr. Lucas Henrique Médico Psiquiatra
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As perguntas que você faria se não tivesse vergonha de perguntar.

Se a sua dúvida não estiver aqui, mande no WhatsApp. Pergunta de paciente não incomoda médico — pergunta de paciente é trabalho de médico.

Antes de agendar

Essa é, disparado, a frase que mais faz gente adiar tratamento. A consulta psiquiátrica é uma avaliação — ela serve para descobrir a gravidade, não para confirmar uma gravidade que você já decidiu que tem ou não tem. Sair da consulta com a informação de que está tudo bem também é um resultado legítimo. E, se não estiver, você descobriu cedo.
Não. Você pode agendar diretamente comigo, sem encaminhamento de ninguém.
Não atrapalha, e é mais comum do que você imagina. Traga o que leu, inclusive. O que a internet não faz é aplicar critério clínico à sua história específica, e é exatamente por isso que ela costuma assustar mais do que ajudar.
Vale. Você pode chegar e dizer exatamente isso: “vim porque me pediram e eu acho que não precisava”. É um ponto de partida honesto, e honestidade é a única coisa que eu realmente preciso de você na primeira consulta.

A consulta

É uma conversa longa. Eu vou perguntar sobre o que você está sentindo, quando começou, o que muda o quadro para melhor e para pior, como está seu sono, seu apetite, seu trabalho, suas relações, seu histórico de saúde e o histórico da sua família. Nada disso é curiosidade: é o material com que se constrói um diagnóstico honesto. Você fala, eu escuto, e no fim eu te devolvo o que estou vendo, em palavras claras.
Se você tiver exames recentes, receitas de medicamentos que usa (inclusive os que não são psiquiátricos) ou relatórios de atendimentos anteriores, traga. Se não tiver nada disso, venha assim mesmo. Nada disso é pré-requisito.
Acontece, e não tem problema. Ninguém é obrigado a chegar com a história organizada. A gente vai devagar, e o silêncio também faz parte — eu não vou te apressar para caber no relógio.
Pode. Às vezes a presença de alguém próximo ajuda inclusive a compor a história. Em algum momento da consulta, porém, é comum que a conversa aconteça só entre nós dois — parte do que precisa ser dito, só é dito a sós.

Tratamento e medicação

Talvez, talvez não. Medicação entra quando há indicação clínica, e essa indicação vem depois da avaliação. Quando entra, você vai saber por que aquele medicamento foi escolhido, o que se espera dele, quais efeitos podem aparecer no começo e o que fazer se algo te incomodar. Nenhuma prescrição acontece sem que você entenda e concorde com ela.
“Remédio de psiquiatria” não é uma coisa só — são classes diferentes, com mecanismos, riscos e tempos de uso completamente diferentes. Algumas medicações têm potencial de dependência e por isso são prescritas com critério estrito e por tempo definido; a maioria das usadas em tratamento contínuo não tem. Quanto ao “para sempre”: depende do quadro, da resposta e do tempo. É uma conversa que a gente tem de forma aberta ao longo do acompanhamento, não uma sentença dada no primeiro dia.
O objetivo do tratamento é te devolver a você, não te apagar. Sonolência excessiva, embotamento ou sensação de estar anestesiado não são o alvo — são sinais de que a dose, a medicação ou o horário precisam ser reavaliados. É para isso que existem os retornos, e é por isso que eu preciso que você me conte quando algo estiver ruim.
Não existe resposta honesta para essa pergunta antes da avaliação, e desconfie de quem der uma. Depende do diagnóstico, da sua história, da resposta ao que for iniciado e do contexto da sua vida. O que eu posso garantir é o método: reavaliar de forma periódica e ajustar o que precisar ser ajustado, com você entendendo cada passo.
Em muitos casos, sim — e em vários deles a psicoterapia é a parte principal do tratamento, não a coadjuvante. Na consulta eu digo com clareza o que o seu caso pede, inclusive quando a resposta for “psicoterapia, e por ora não é preciso medicação”.

Sigilo e privacidade

Fica. O sigilo médico é uma obrigação legal e ética. Nem sua empresa, nem sua família, nem seu plano têm acesso ao conteúdo da consulta. As únicas exceções são as previstas em lei — e, se alguma delas se aplicasse ao seu caso, você seria informado.
Não por mim. Documentos como atestados e relatórios só são emitidos com o seu consentimento, e o conteúdo do que é informado neles é discutido com você antes.
O atendimento por vídeo segue as mesmas regras de sigilo do presencial e usa plataforma adequada. A parte que depende de você é simples: escolha um lugar onde consiga falar sem ser ouvido. Se não houver esse lugar em casa, converse comigo — a gente resolve.

Prático

Manda uma mensagem no WhatsApp (11) 94981-7439. Não precisa explicar o motivo por escrito. “Gostaria de agendar uma consulta” já resolve.
Os valores da primeira consulta e dos retornos são informados no contato de agendamento, junto das formas de pagamento.
No Centro, região do ABC (Santo André / São Bernardo do Campo). O endereço completo é enviado na confirmação do agendamento. Também atendo online, para todo o Brasil.
O atendimento é ambulatorial e com hora marcada — não é serviço de emergência. Em caso de risco imediato, ligue 188 (CVV, gratuito, 24 horas) ou 192 (SAMU), ou procure a UPA, o CAPS ou o pronto-socorro mais próximo. Não espere um horário de consulta para ser socorrido.

Ficou uma dúvida que não está aqui?

Manda. Responder pergunta antes da consulta faz parte do trabalho.

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