Dr. Lucas Henrique Médico Psiquiatra
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O que você sente tem nome, tem estudo e tem tratamento.

Psiquiatria clínica de adultos, presencial no Centro — região do ABC — e online. Cada condição abaixo é avaliada individualmente: não existe protocolo que sirva para todo mundo, porque não existe pessoa igual a outra.

01

Depressão

Não é tristeza e não passa com força de vontade. É uma condição médica que apaga o interesse, o sono, o apetite e a energia — e que precisa ser avaliada por quem sabe diferenciá-la de tudo que se parece com ela.

Depressão não é tristeza, e a diferença importa. Tristeza tem motivo e passa. Depressão se instala: apaga o interesse pelo que você gostava, rouba o sono ou o multiplica, mexe com apetite, concentração e energia, e instala uma culpa que não tem tamanho proporcional a nada. Ela não cede com força de vontade — pedir para alguém deprimido “reagir” é como pedir para alguém com pneumonia respirar melhor. Na consulta, o trabalho é diferenciar a depressão de tudo que se parece com ela (luto, exaustão, hipotireoidismo, efeito de medicação, transtorno bipolar em fase depressiva) e, a partir daí, construir a conduta certa para o seu caso. Ela pode envolver medicação, psicoterapia ou os dois — e essa escolha é discutida com você, não decidida por você.

02

Ansiedade e transtorno de pânico

Quando a preocupação deixa de ser proporcional e passa a mandar na sua agenda, no seu sono e no seu corpo. Inclui a crise de pânico, que chega sem aviso e faz você achar que está morrendo.

Um pouco de ansiedade é útil: é ela que faz você chegar no horário. O problema começa quando ela deixa de ser proporcional e passa a governar a agenda — quando você evita situações, adia decisões, revisa a mesma tarefa cinco vezes ou passa a noite acordado ensaiando uma conversa que talvez nunca aconteça. O corpo entra junto: taquicardia, aperto no peito, falta de ar, tontura, tensão que não solta. No transtorno de pânico, isso chega em crise, sem aviso, e é comum a pessoa ir parar no pronto-socorro achando que está infartando. Nada disso é frescura, e nada disso é imaginação. Na avaliação a gente investiga o que sustenta essa ansiedade e o que a alimenta — e trata a raiz, não só o susto.

03

Insônia e alterações do sono

Dormir mal muda tudo: humor, memória, paciência, imunidade. Investigar a causa do sono ruim é parte do tratamento, não um detalhe dele.

Dormir mal não é um detalhe do quadro: muitas vezes é o quadro. O sono ruim derruba humor, memória, atenção, paciência e imunidade — e alimenta exatamente as condições que causaram a insônia, num círculo que se fecha sozinho. Insônia pode ser sintoma de depressão, de ansiedade, de apneia, de uso de substâncias, de excesso de cafeína ou de higiene de sono desorganizada. Cada uma dessas causas pede uma conduta diferente, e a mais comum das saídas — pedir um remédio para dormir — costuma ser a menos indicada como primeiro passo. Investigar a causa é o tratamento; o comprimido, quando entra, é a parte pequena.

04

TDAH no adulto

A vida inteira sendo chamado de desatento, disperso ou preguiçoso. TDAH não é um diagnóstico da moda e não termina na infância — mas ele exige avaliação criteriosa, não um teste de internet.

Você passou a vida ouvindo que era desatento, disperso, avoado ou preguiçoso. Perdeu prazos que sabia de cor, começou projetos que nunca terminou, precisou de três vezes mais esforço do que os colegas para o mesmo resultado — e concluiu que o problema era caráter. TDAH não termina na infância e não é diagnóstico da moda: é uma condição do neurodesenvolvimento, com critérios clínicos claros e tratamento estabelecido. Também não se diagnostica com um teste de internet nem em quinze minutos de consulta: exige história de vida, evidências desde a infância, exclusão de outras causas — porque ansiedade, depressão e privação de sono produzem sintomas parecidíssimos. A avaliação é criteriosa exatamente porque o diagnóstico correto muda tudo daí para frente.

05

Transtorno bipolar

Oscilações de humor que vão muito além do “hoje estou para baixo”. Diagnóstico exige tempo, história e escuta atenta — e o tratamento certo depende dele.

Transtorno bipolar não é mudar de humor ao longo do dia. São episódios — de dias a semanas — em que o humor, a energia e o comportamento saem completamente do seu padrão habitual: fases de euforia, aceleração, gastos impulsivos, sono que parece desnecessário; e fases de queda profunda. É uma das condições mais confundidas com depressão comum, e essa confusão tem consequência clínica real, porque o tratamento de uma não é o tratamento da outra. Por isso, aqui, o diagnóstico se constrói com história, com tempo e com escuta atenta — inclusive de quem convive com você, quando você autoriza. Feito o diagnóstico certo, o acompanhamento é contínuo e ajustado ao longo do caminho.

06

Burnout e esgotamento

O trabalho consumiu o que sobrava. Cinismo, exaustão e a sensação de que nada do que você faz importa. É uma condição reconhecida, e ela tem manejo.

Burnout tem endereço: é o trabalho. Ele chega em três camadas — exaustão que o fim de semana não repõe, distanciamento cínico daquilo que você já amou fazer, e a sensação de que nada do que você entrega tem valor. É reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como fenômeno ocupacional, e frequentemente vem acompanhado de ansiedade, insônia e depressão, o que exige separar bem uma coisa da outra antes de tratar. Não se resolve com férias, e não se resolve sozinho apertando mais. Na consulta a gente olha para o quadro clínico e para o contexto que o produz — porque tratar o sintoma e devolver a pessoa intacta para o mesmo moedor não é tratamento.

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A lista acima cobre o que mais chega ao consultório, não tudo o que a psiquiatria trata. Se o que você sente não se encaixa exatamente em nenhuma dessas descrições — ou se encaixa em várias ao mesmo tempo — isso não é um problema, é uma informação. Descobrir o nome do que está acontecendo é a minha função, não a sua tarefa de casa. Traga o que você tem, do jeito que der.

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