Clareamento de consultório e caseiro
Existem dois caminhos: o feito aqui, em sessão acompanhada, e o feito por você em casa, com moldeira e gel entregues por mim. Os dois exigem exame antes, e nenhum dos dois clareia restauração, faceta ou coroa.
O clareamento age no esmalte e na dentina, e é por isso que a primeira pergunta nunca é qual técnica você quer, e sim como estão os seus dentes. Cárie ativa, gengiva inflamada, retração com raiz exposta, trinca ou restauração antiga com infiltração precisam ser resolvidos primeiro, porque o gel entra por onde encontra passagem e vira sensibilidade forte. No clareamento de consultório, o gel é mais concentrado, a gengiva é isolada e o resultado aparece em menos sessões. No caseiro, a concentração é menor e a moldeira é usada por um período combinado, todos os dias, o que dá um processo mais lento e costuma ser mais confortável para quem tem sensibilidade. Muita gente faz os dois: começa aqui e mantém em casa. É importante saber de três limites antes de decidir. Primeiro: material restaurador não muda de cor, então resina, faceta e coroa podem precisar ser trocadas depois para acompanhar o novo tom, e isso entra no orçamento desde o começo. Segundo: sensibilidade durante o tratamento é comum, costuma ser passageira e tem manejo, mas precisa ser dita e acompanhada. Terceiro: dente não fica branco de propaganda, e o tom que o seu vai atingir depende da estrutura que ele tem. Isso eu explico olhando os seus, não os de outra pessoa. Depois do clareamento, café, chá preto, vinho, refrigerante escuro e cigarro voltam a manchar, e o tempo que o resultado dura depende bastante desses hábitos e da manutenção.