Dr. Victor Hugo Odontologia especializada
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Cada tratamento aqui vem com o que ele resolve e com o que ele cobra.

Odontologia estética e reabilitadora para adultos, em Mauá. Nenhum dos tratamentos abaixo serve para todo mundo, e nenhum deles é indicado por telefone. O que você lê nesta página é a explicação; a indicação nasce do exame.

Sala de atendimento clara e ampla, com cadeira odontológica, radiografia panorâmica na tela e o dentista conversando em pé com uma paciente
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Clareamento de consultório e caseiro

Existem dois caminhos: o feito aqui, em sessão acompanhada, e o feito por você em casa, com moldeira e gel entregues por mim. Os dois exigem exame antes, e nenhum dos dois clareia restauração, faceta ou coroa.

O clareamento age no esmalte e na dentina, e é por isso que a primeira pergunta nunca é qual técnica você quer, e sim como estão os seus dentes. Cárie ativa, gengiva inflamada, retração com raiz exposta, trinca ou restauração antiga com infiltração precisam ser resolvidos primeiro, porque o gel entra por onde encontra passagem e vira sensibilidade forte. No clareamento de consultório, o gel é mais concentrado, a gengiva é isolada e o resultado aparece em menos sessões. No caseiro, a concentração é menor e a moldeira é usada por um período combinado, todos os dias, o que dá um processo mais lento e costuma ser mais confortável para quem tem sensibilidade. Muita gente faz os dois: começa aqui e mantém em casa. É importante saber de três limites antes de decidir. Primeiro: material restaurador não muda de cor, então resina, faceta e coroa podem precisar ser trocadas depois para acompanhar o novo tom, e isso entra no orçamento desde o começo. Segundo: sensibilidade durante o tratamento é comum, costuma ser passageira e tem manejo, mas precisa ser dita e acompanhada. Terceiro: dente não fica branco de propaganda, e o tom que o seu vai atingir depende da estrutura que ele tem. Isso eu explico olhando os seus, não os de outra pessoa. Depois do clareamento, café, chá preto, vinho, refrigerante escuro e cigarro voltam a manchar, e o tempo que o resultado dura depende bastante desses hábitos e da manutenção.

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Facetas e harmonização do sorriso

Lâminas finas de resina ou de porcelana coladas sobre a face do dente, para corrigir forma, tamanho, pequenos desalinhamentos e manchas que o clareamento não resolve. É o tratamento sobre o qual mais circula desinformação.

Faceta é um recurso legítimo e antigo da odontologia, e não é um adesivo que se cola em qualquer boca. Ela entra quando o problema é de forma ou de cor e não de posição: dente desgastado pelo tempo, dente menor que os vizinhos, mancha intrínseca que não clareia, pequena diferença de alinhamento. Quando o desalinhamento é grande, o caminho honesto é ortodontia antes, e não desgastar dente saudável para disfarçar. A escolha do material muda o que você leva para casa. A resina é feita aqui mesmo, custa menos, permite ajuste e reparo, e em compensação mancha e perde brilho mais rápido, pedindo polimento periódico. A porcelana é feita em laboratório, mantém cor e brilho por muito mais tempo, e em compensação envolve mais etapas, custo maior e um preparo do dente que normalmente não tem volta. Essa expressão precisa ser dita com todas as letras: em muitos casos a faceta é irreversível, porque exige desgaste do esmalte, e a partir dali aquele dente vai precisar sempre de uma faceta. Por isso eu prefiro que a decisão seja tomada sem pressa, com o plano na sua mão, e prefiro dizer não quando a boca não está pronta. Gengiva inflamada, bruxismo sem controle e cárie ativa contraindicam começar. Bruxismo, aliás, é o que mais quebra faceta, e quando ele existe a placa de proteção faz parte do tratamento, não é acessório. Nenhum resultado é prometido aqui, e nenhuma imagem de antes e depois é publicada: o que eu faço é explicar o que a sua estrutura comporta.

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Restaurações estéticas

A remoção da cárie e a devolução da forma do dente com resina da cor dele. É o procedimento mais comum do consultório e o que mais evita tratamento grande lá na frente.

Restaurar é tirar o tecido doente e devolver ao dente a anatomia que ele tinha, para que ele volte a mastigar e a se encaixar direito com o dente de cima. A resina composta permite fazer isso na cor do seu dente e em uma sessão, na maior parte dos casos. A parte que quase ninguém conta é que existe uma janela de tempo: cárie pequena resolve com uma restauração pequena, anestesia curta e nenhum drama; a mesma cárie deixada por meses pode chegar na polpa e virar canal, e isso muda o tempo, o custo e o desconforto do tratamento. É por esse motivo que eu insisto no incômodo pequeno, aquele que você resolveu ignorar mastigando do outro lado. Também troco restaurações antigas quando elas estão infiltradas, escurecidas nas bordas ou com degrau que segura placa, porque uma restauração mal adaptada é um esconderijo de cárie. Existe limite: quando sobra pouca estrutura sadia, a resina não se sustenta e o caminho passa a ser um onlay ou uma coroa, que abraçam o que restou em vez de apenas preencher. Prometer resina em um dente que não comporta resina é garantir que ela quebre em alguns meses, e isso não é economia para ninguém. Restauração também não é para sempre: ela tem vida útil, depende do seu hábito de higiene, do bruxismo e da carga que aquele dente recebe, e por isso é revista nas consultas de manutenção.

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Limpeza e profilaxia

Remoção do tártaro e do biofilme que a escova não alcança, polimento e orientação de higiene feita para a sua boca. É o tratamento mais barato do consultório e o que mais devolve dinheiro em prevenção.

O tártaro é a placa bacteriana que endureceu e virou pedra: escova e fio não removem mais, só instrumento. Enquanto ele fica ali, a gengiva responde com inflamação, sangra quando você escova, recua com o tempo e, no estágio mais avançado, o osso que segura o dente começa a ser perdido. Essa perda não volta, e é assim que dentes saudáveis ficam moles em pessoas que nunca tiveram uma cárie sequer. A limpeza interrompe esse processo e, mais importante, mostra onde a sua escovação está falhando. Gengiva que sangra não é sinal de que você escovou forte demais: é sinal de inflamação, e parar de escovar ali piora. Costuma ser desconfortável quando já existe muita inflamação, e nesses casos a gente combina anestesia ou divide em mais de uma sessão. Também faço a orientação de higiene olhando a sua boca, não um folheto: quem tem aparelho, prótese, implante, dente apinhado ou boca seca por medicação precisa de instrução diferente da média. O intervalo de retorno também é individual e sai da avaliação; a cada seis meses é uma média que não vale para todo mundo. E vale dizer o óbvio: limpeza não clareia dente. Ela remove mancha superficial de café, chá e cigarro, o que já muda a aparência, mas cor de dente é outro assunto.

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Tratamento de canal e urgência de dor

Quando a polpa do dente inflama ou infecciona, o canal é o que permite manter o dente na boca em vez de extrair. Casos com dor têm prioridade na agenda.

Dentro do dente existe um tecido vivo, com nervo e vasos. Quando uma cárie profunda, uma trinca ou um trauma alcançam esse tecido, ele inflama e depois pode necrosar, e é daí que vem aquela dor que lateja, piora deitado e não passa com analgésico. O tratamento de canal remove esse tecido, limpa e desinfeta o interior das raízes e sela tudo. A fama ruim do procedimento vem de outra época: hoje ele é feito sob anestesia, e o que dói é o dente antes do tratamento, não o tratamento. Duas coisas precisam ficar claras. A primeira: canal quase sempre pede uma restauração maior ou uma coroa depois, porque o dente tratado fica mais frágil e quebra com facilidade se voltar a mastigar sem proteção. Esse segundo tempo entra no plano desde o começo, para você não ser surpreendido depois. A segunda: nem todo dente com dor tem indicação de canal, e nem todo dente com canal indicado tem salvação. Quando a estrutura remanescente é insuficiente ou a fratura vai abaixo do osso, insistir custa tempo e dinheiro para terminar em extração de qualquer jeito, e nesse caso eu prefiro dizer isso na primeira consulta. Sobre urgência: se você está com dor agora, mande mensagem descrevendo o que sente e desde quando, que eu procuro o horário mais próximo. Mas se houver inchaço no rosto, febre, dificuldade para abrir a boca, engolir ou respirar, não espere pela agenda. Procure a UPA ou o pronto-socorro mais próximo, porque infecção de origem dentária pode se espalhar rápido.

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Prótese e reabilitação

Coroa, prótese fixa, prótese removível e o planejamento de quem já perdeu dentes e mastiga de um lado só há anos. É o tratamento mais longo do consultório e o que mais muda o dia a dia.

Reabilitar é devolver função a uma boca que perdeu estrutura, e isso é bem diferente de tapar um buraco. Quando um dente sai e não é reposto, o vizinho inclina para o espaço, o antagonista desce procurando contato, a mordida se desorganiza e a mastigação migra toda para o outro lado. Anos assim sobrecarregam a articulação, aceleram o desgaste dos dentes que sobraram e mudam até a forma como você fala. Por isso o planejamento começa olhando a boca inteira e a mordida, e não apenas o espaço vazio. As opções variam bastante. A coroa cobre um dente muito destruído ou tratado de canal, devolvendo forma e resistência. A prótese fixa repõe o que falta apoiada nos dentes vizinhos ou sobre implante, e fica na boca em tempo integral. A removível repõe vários elementos, sai para a higiene e é frequentemente a saída mais viável quando faltam muitos dentes ou quando o osso não comporta implante sem enxerto. Cada uma cobra o seu preço: a fixa exige preparo dos dentes de apoio ou cirurgia, a removível exige adaptação e ajustes nas primeiras semanas, e nenhuma delas dispensa manutenção. Também é honesto dizer que reabilitação é etapa por etapa, com tempo de laboratório entre as consultas, e que o resultado depende da saúde da gengiva e do osso que sustentam tudo. Quem chega aqui depois de anos evitando espelho costuma esperar uma sentença. O que recebe é um mapa: o que dá para fazer, em que ordem, o que é urgente e o que pode esperar o próximo semestre.

Não encontrou o seu caso aqui?

A lista acima cobre o que mais chega ao consultório, e não tudo o que a odontologia resolve. Extração, placa para bruxismo, urgência de restauração que caiu, dente sensível ao frio, mau hálito persistente, gengiva que sangra, ajuste de prótese antiga: tudo isso é avaliado aqui também. E se o que você sente não se encaixa em nenhuma dessas descrições, ou se encaixa em várias ao mesmo tempo, isso não é um problema, é uma informação. Descobrir o nome do que está acontecendo é a minha função, não a sua tarefa de casa.

Existem ainda situações que pedem outro especialista, um exame de imagem mais detalhado ou uma avaliação médica antes de qualquer procedimento odontológico. Quando for o caso, eu digo com clareza e oriento o caminho, mesmo que o tratamento não aconteça aqui.

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Se for urgência, não espere pela agenda

Este é um atendimento com hora marcada. Em caso de inchaço no rosto, febre junto com dor de dente, sangramento que não para, trauma com dente quebrado ou avulsionado, ou dificuldade para engolir ou respirar, procure a UPA ou o pronto-socorro mais próximo, ou ligue 192 (SAMU).

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