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As perguntas que quase todo mundo faz antes de marcar.

E que muita gente não faz, por vergonha de perguntar. Aqui estão as respostas.

Antes de começar

Faz. Não existe nota de corte de sofrimento, e “não é tão grave” é provavelmente a frase que mais adia início de tratamento neste país. Se algo incomoda o suficiente para você estar lendo esta página, já é assunto. Quem chega dizendo “não sei nem se eu deveria estar aqui” está, quase sempre, exatamente no lugar certo.
A pergunta é boa e a resposta é honesta: às vezes você precisa dos dois. O psiquiatra é médico e pode prescrever medicação. Eu não prescrevo — eu escuto e conduzo o tratamento pela palavra. Os dois trabalhos se complementam com frequência. Se, ao longo do processo, eu avaliar que uma consulta psiquiátrica pode te ajudar, eu te digo isso com clareza.
A psicoterapia é o campo maior, com várias abordagens possíveis. A psicanálise é uma delas — e é a minha. A diferença prática é o método: em vez de te dar exercícios e técnicas para controlar o sintoma, eu trabalho para entender o que ele está dizendo. É um caminho menos imediato e, na minha experiência, mais duradouro.
Não. Não é preciso pedido, indicação, autorização nem justificativa de ninguém. Você pode marcar direto comigo.

Sobre a sessão

Então a gente começa pelo travamento. Não saber o que dizer não é falta de assunto — costuma ser o assunto. Você não precisa chegar com o tema organizado nem com um roteiro. Conduzir a conversa é trabalho meu.
Só se e quando isso aparecer na sua fala. Não há questionário obrigatório nem ordem certa de assuntos. Você fala do que te ocorrer — e o que precisa vir, vem, no tempo em que der para suportar.
Não é isso que eu faço. Conselho todo mundo já te deu — sua mãe, seu amigo, a internet — e, se conselho resolvesse, você não estaria procurando terapia. Meu trabalho é outro: te ajudar a escutar o que você mesmo diz, até que a sua decisão apareça. Ela costuma ser melhor do que qualquer conselho meu.
Isso a gente combina, e depende do momento de cada um. A regularidade importa mais do que a quantidade: o trabalho analítico se apoia na continuidade. O combinado é feito entre nós e revisto sempre que fizer sentido.
Não tenho como dizer, e desconfie de quem disser. Cada pessoa tem seu tempo, e prometer prazo seria desonesto. O que eu posso fazer é revisar o percurso com você sempre que você quiser — inclusive para conversar sobre o fim, quando ele chegar.

Sigilo e privacidade

Fica. O sigilo profissional é obrigação prevista no Código de Ética Profissional do Psicólogo — não é uma cortesia minha, é um dever meu. O que se fala na sessão não sai da sessão. As únicas exceções são as que a própria lei determina, situações raras e graves, e eu te explicaria isso antes de qualquer coisa.
Não. Adolescente sem sigilo não fala — e adolescente que não fala não se trata. O que eu mantenho com os pais ou responsáveis é o combinado necessário para o tratamento andar: orientações, retornos sobre o processo, o que for preciso para vocês apoiarem. O conteúdo das sessões dele é dele.
Tem. As mesmas regras éticas valem integralmente. Do meu lado, atendo sempre de um ambiente reservado. Do seu, o ideal é um cômodo onde você possa falar sem ser ouvido — e essa é, na prática, a única exigência real do online.

Prático

Isso eu converso com você direto, por WhatsApp ou na primeira conversa. Não publico tabela no site — prefiro te dar a informação certa, atualizada, e responder qualquer dúvida na hora.
Avise com antecedência e a gente reagenda. Faltas acontecem, a vida acontece. O que combino com cada paciente sobre remarcação eu deixo claro logo no início, para não haver mal-entendido depois.
Funciona, e é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia. Para a maior parte das pessoas, a diferença some depois das primeiras sessões. Se, no seu caso, o online não estiver funcionando, eu vou te dizer isso — e a gente vê o presencial.
Sim. Atendo crianças, adolescentes e adultos. No caso das crianças, o trabalho inclui encontros com os pais ou responsáveis, porque nenhuma criança se trata isolada da família.

Ficou uma pergunta que não está aqui?

Manda no WhatsApp. Eu respondo — e responder dúvida antes da consulta também é parte do meu trabalho.