São décadas de consultório em neurologia clínica de adultos, em Mauá. Tempo suficiente para ver muita gente chegar com um diagnóstico antigo que ninguém tinha revisto e sair daqui com outro nome, outro remédio e outra vida.
O meu jeito de trabalhar é este: perguntar até entender a história, examinar com as mãos antes de pedir imagem e procurar a causa em vez de apagar o sintoma. Dor de cabeça, tontura e formigamento são avisos do sistema nervoso. Calar o aviso sem procurar de onde ele vem é o caminho mais curto para o tratamento errado.
Sou também ligado à Associação Médica Brasileira de Prática Ortomolecular. Isso entra na consulta como complemento, quando faz sentido para o caso, e nunca no lugar do que a neurologia já tem comprovado.
Quando o diagnóstico for de uma doença sem cura, você vai ouvir isso de mim com todas as letras, junto com o que ainda dá para fazer. Prefiro a conversa difícil hoje a uma expectativa falsa que se desmancha daqui a seis meses.